Fantasma

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Ela carrega seus passos tortos e quebrados
Enquanto a lua não ilumina a sala,
Como se a chuva das nuvens negras de seus olhos
Apagasse o calor de sua alma.

É ela, que veste cinza, que corrói o aço e desmancha o diamante,
Se sua água limpasse as angústias
Ela não se sentiria tão sozinha,
Mas a água densa mancha todos os medos de covardia.

Como se fizesse alguma diferença ela sente as sombras cobrindo suas costas,
Os fantasmas não mais a assombram,
Suas assombrações são mentais e a cortam,
Fatiam todos seus sonhos e picotam segredos.

Transformando sua vontade em pó
Ela espera no lustre, a espreita para levá-la.
Como uma assassina com suas facas feitas de fraqueza,
Enquanto apenas fingimos que ela não existe.

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