Céu

“Entre o céu e o firmamento.”
Ela disse, apontando para o horizonte.
Mas já não vejo mais nada firme nesse firmamento.

Acredito em meu andar trôpego e maldito.
Que tropeça, trocam os pés e quase cai.
Aqui sou ateu a qualquer coisa firme.
Minha vida cambaleia tanto quanto meu andar.

Como se eu tivesse bebido muito,
Mas eu não bebi nada
Nem água, que pelo menos me hidrataria e me deixaria chorar.

Um bêbado se enche de ilusão
Enquanto eu pareço ter tomado uma surra do que diz ser real.
Se eu pudesse viveria a base de uma filosofia platônica,
Mas como de outro modo é impossível eu tento fechar os olhos.

Estou nessa de acabar sonhando com o céu azul
E acordar na merda.
Estou sentindo a brisa e ouvindo o barulho do mar
Estou olhando pro maremoto e esperando o furacão.

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